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N377
Setúbal, 2970
Portugal

Reflexões, Partilhas e Divagações de João Sevilhano

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A dimensão humana e a gestão das pessoas

João Sevilhano

Peter Drucker, um dos principais pensadores do mundo da gestão, tinha uma máxima que acabou por definir um conjunto de paradigmas cuja importância e influência vão para além do contexto empresarial: "if you can’t measure it, you can’manage it".

A passagem do paradigma da gestão dos recursos humanos para o da gestão das pessoas traz consigo uma incongruência, para não referir incompatibilidade, de base. Como se medem as pessoas? Como se gerem as pessoas? Uma das formas de resolver este paradoxo pode passar por um pequeno jogo de linguagem: passar da gestão de pessoas para a gestão com e para as pessoas.

Os jogos de linguagem não são, obviamente, a solução, pelo contrário, serão parte do problema. Não bastará declarar a mudança de paradigma. Essa declaração, um dos actos linguísticos básicos segundo John Searle, deverá fazer-se acompanhar por acções congruentes, não esquecendo que o discurso, em si, é já acção.

Há que reconhecer que, nas empresas, no país, no mundo, nas pessoas, as incoerências entre o discurso e a acção são parte da natureza humana. Apesar disso, somos seres capazes da coerência e é nessas ocasiões que a humanidade dá passos em direcção à prosperidade. 

Não se pode continuar a apregoar a promoção do equilíbrio entre a dimensão pessoal e a dimensão pessoal dos colaboradores enquanto se bombardeiam as pessoas com volumes de trabalho impensáveis, a marcar reuniões para as seis da tarde e a enviar emails às duas da manhã. Qual o objectivo de pedir que se esteja disponível vinte e quatro horas por dia e sete dias por semana, sendo hoje em dia tão fácil de controlar e exigir a disponibilidade dos colaboradores com as novas tecnologias?

Que sentido faz dizer que se contribui para a prosperidade da economia e da sociedade quando se continuam a explorar os trabalhadores independentes através de falsos recibos verdes, quando se "emprateleiram" pessoas porque sai mais barato ou para as forçar a despedir-se, quando a juventude e a senioridade são vistas como obstáculo?

Para quê utilizar uma série de benefícios, cada vez mais sofisticados, como se de uma capa sedutora se tratasse que serve para cobrir o verdadeiro propósito.

As pessoas, na sua imensa complexidade, tem de poder estar abertas e sobretudo disponíveis a outros domínios da sua vida. Esse direito não deve ser um luxo de poucos. Deve ser uma exigências de muitos. Não será possível continuar nesta senda da produtividade, eficiência e eficácia a todo o custo, não será sustentável. Está na altura de encontrarmos caminho para que o negócio se reencontre com o ócio, com a contemplação, com a família e os afectos. 

É imperativo o reencontro com a dimensão humana na sua plenitude. Só desta forma poderá haver uma promoção activa da qualidade das pessoas enquanto tal, tanto em falta nos líderes de hoje. Muito se preconiza que a liderança deverá partir de uma postura e atitude de autenticidade, esquecendo muitas vezes que muitas pessoas ao serem autênticas são execráveis.

Não podemos ficar pelos nomes, pelos conceitos, pelos paradigmas e pelas teorias. Tem de se encontrar uma nova filosofia, uma filosofia prática, em que garantamos todos, através do nosso exemplo, que ela vive e é aplicada.


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Visão...

João Sevilhano

Participação no programa "Marca Pessoal" da TVI 24

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Entre Arte e Ciência

João Sevilhano

Hoje apeteceu-me recuperar um artigo que escrevi há 2 anos (Setembro 2010).

O Contexto

“Advancing the art, science and practice of professional coaching” é o slogan da International Coach Federation (ICF), a maior, mais antiga e prestigiada entidade internacional na área do coaching. Na frase consta o que poderá representar uma contradição para muitos, nomeadamente para aqueles que se interessam e começam a entrar no mundo do coaching. Como pode uma disciplina ser Arte e Ciência simultaneamente? É sobre uma potencial resposta a esta questão que nos centraremos no presente texto. Numa primeira fase, pensamos ser pertinente tecer algumas considerações sobre a própria pergunta, não fossem estas, as perguntas, a principal principal ferramenta linguística de um coach!

Julgamos ser pouco habitual, ou estar esquecida, uma reflexão onde se procure a integração de Arte e Ciência; esta observação poderá estar na base de muitas das dúvidas, desconfianças e cepticismo que julgamos ainda persistir em torno do mundo do coaching. Por outro lado, existem e coabitamos com práticas, estilos e modos de estar no coaching que poderão levar a julgamentos de estranheza, perplexidade ou descrença. Mesmo a reacções com uma componente mais afectiva como a indignação ou mesmo o choque por parte de colegas coaches e, mais grave, de clientes ou potenciais clientes. Mas não é sobre esse aspecto a que chamamos, talvez sendo brandos, pouco profissional e rigoroso do coaching que pretendemos abordar neste artigo.

Acreditamos que estamos a viver uma fase de mudança, ou melhor, que é necessária uma mudança da maneira como vivemos. “Knowledge to Wisdom” é um movimento existente na Internet que reúne académicos, cientistas, gestores com diversas formações de base desde da Filosofia à Engenharia. Este movimento alerta para a necessidade de uma revolução nos objectivos e métodos académicos e científicos. Defendem uma passagem da prioridade da busca de conhecimento para a promoção da sabedoria por meios racionais. Entendem por sabedoria a capacidade de entender o que a vida tem de valor para o próprio e para os outros. A sabedoria, portanto, inclui o conhecimento mas está para além deste.

Numa linha semelhante, Julio Olalla (2009), um coach internacionalmente reconhecido e um dos fundadores do coaching ontológico, identificou o momento em que vivemos actualmente como uma série de crises: uma Crise na Epistomologia, uma Crise na Economia, uma Crise de Desconexão e uma Crise na Aprendizagem .

Ainda uma terceira perspectiva é a apresentada por Jonah Lehrer, no seu livro “Proust era um Neurocientísta” , explora a ligação entre Arte e Ciência ao escrever sobre uma série de “pessoas das artes”, onde logicamente se inclui Proust, que se adiantaram e enriqueceram s conclusões e achados científicos posteriores ou contemporâneos das suas obras. Lehrer diz-nos que estes “artistas anteciparam as descobertas da neurociência; (…) descobriram verdades acerca da mente humana - verdades reais, tangíveis - que a ciência está apenas agora a redescobrir. As suas imaginações previram os factos do futuro”.

Perseguindo a Sabedoria

É exactamente este ponto que consideramos interessante e entusiasmante! É a esta “descoberta” que chamamos sabedoria.

Numa definição que não é nossa mas com a qual concordamos plenamente, sabedoria é a integração da experiência vivida com o conhecimento. Algo que cremos que a Ciência moderna não contempla.

Enquanto os cientistas começavam a separar os pensamentos nas suas partes anatómicas, estes artistas queriam compreender a consciência a partir do interior. A nossa verdade, disseram, deve começar em nós, no modo como sentimos a realidade (Lehrer, 2009).

Sem dúvida que os avanços na tecnologia, na ciência e no conhecimento em geral nos proporcionam possibilidades inimagináveis há poucos anos atrás. O mundo global de hoje permite-nos acesso a informação e conhecimento, quase, ilimitados. Além disso o progresso tecnocientifico trouxe grandes benefícios, entre muitos outros, aumentou largamente o nosso campo de acção e actuação. Porém, estas possibilidades sem uma integração e preocupações éticas pecam por nos trazerem tantos, ou mais, males que benefícios.

Até quando continuaremos a causar problemas a nós próprios e ao nosso planeta utilizando as possibilidades que o progresso nos proporciona? A que custo? Partilhamos a ideia de Lehrer quando diz que “a cultura actual subscreve uma noção de verdade muito limitada. Se uma coisa não pode ser quantificada ou calculada, então não pode ser verdade”. Contudo, fazendo uso do conceito de sabedoria anteriormente descrito, não deixa de ser “irónico, mas verdadeiro: a única realidade que a ciência não consegue reduzir é a única realidade que alguma vez conheceremos” (Lehrer, 2009).

A Ciência moderna, cada vez mais redutora na sua busca de respostas simples para temas complexos, esquece-se da complexidade que a experiência e vivência humanas comportam em si. Perseguir a sabedoria é, para nós, o mesmo que procurar a integração entre conhecimento e a experiência, é a incorporação do aprendido, é a complementaridade entre Ciência e Arte, é a aceitação do ócio como algo positivo e útil e não necessariamente como sendo o oposto de negócio (a negação do ócio) promovendo assim o bem-estar e prazer, também no contexto profissional.

Coaching e o Caminho da Sabedoria

O coaching, pelo menos do modo como o concebemos, possibilita este tipo de atitude, de abordagem e de postura. É isso que procuramos implementar na nossa vida e é com este propósito que trabalhamos com os nossos clientes. Com o sentido de possibilitar uma (pelo menos uma) nova perspectiva para a sua vida aumentando assim as possibilidades de acção, obtendo consequentemente, resultados distintos.

Não separamos propositadamente a vida profissional da vida pessoal, apesar do equilíbrio entre estas “duas vidas” ser um tema recorrente e comum nos processos de coaching onde temos estado envolvidos. Esta não-separação resulta desta nova perspectiva, de encararmos a pessoa como um todo indissociável, movendo-se por entre diversos contextos. Cada indivíduo é um sistema complexo, é composto por outros e simultaneamente contribui para a composição destes, como nos explica Edgar Morin (2008).

Somos conscientes de que esta não é a única disciplina ou abordagem que procura a sabedoria, como a concebemos. Sabemos igualmente que outras disciplinas que procuraram aproximar-se e integrar uma faceta mais artística, afectiva, filosófica foram e são criticadas por isso mesmo. O exemplo da própria Filosofia que passou a uma disciplina quase exclusivamente académica, ou da Psicanálise que tanto foi e continua a ser alvo de críticas, desconfiança e preconceitos.

Na nossa perspectiva o coaching surge desta necessidade de integração, de olhar para o indivíduo, para a sociedade, para o mercado, para a cultura de uma forma holística. 

Será coaching a melhor palavra? Será o melhor veiculo? Será o melhor modo? Estamos convictos que não será… Que esse ainda está por inventar, ou melhor, que se terá de ir inventando, melhorando e evoluindo constantemente.

Porém, estamos igualmente convencidos, que os resultados que um processo de coaching apresenta, que os frutos e benefícios que uma cultura de coaching proporciona numa organização são inegáveis. E estamos a falar não só de resultados calculáveis, mensuráveis, tangíveis mas também de vantagens intangíveis como o bem-estar, a felicidade, tranquilidade ou a capacidade de liderança.

O coaching, como o vemos, ajuda a trazer a filosofia de volta para as ruas. Pretende que as pessoas se voltam a perguntar pelas “grandes questões”. Que voltem a “conectar-se”, com odiria Julio Olalla (2007), com o mundo que os rodeia.

Esta nova forma de estar tem dois eixos importantes: a rua e a vida. A filosofia que hoje faz falta tem de apoderar-se da rua, tem que voltar às praças, aos espaços públicos de congregação dos cidadãos. A filosofia deve deixar de ser um reduto de alguns poucos iniciados que falam uma linguagem que os demais são incapazes de entender e muito menos de seguir. A filosofia tem de recuperar a rua que perdeu há muito tempo. Ela nasceu na rua e deve voltar a ela. (Echeverría, 2007).

Referências

  • www.knowledgetowisdom.org
  • OLALLA, Julio (2009). From knowledge to wisdom: Essays on the crisis in contemporary learning. E-BOOK de Newfield Network (www.newfieldnetwork.com)
  • LEHRER, Jonah (2009). Proust era um neurocientista. Lua de Papel. 
  • MORIN, Edgar (2008). Introdução ao pensamento complexo. Instituo Piaget
  • ECHEVERRÍA, Rafael (2007). Por la senda del pensar ontológico. J.C. Sáez
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A Vida Académica e a Academia da Vida

João Sevilhano

Muito mudou desde a clássica Academia onde Platão reunia os seus alunos nos bosques de Academos, às portas de Atenas. Nos dias que correm, os jovens encontram-se num mundo imensamente mais complexo, nomeadamente quanto optam por seguir um percurso no ensino superior. Começando pela própria escolha de área, curso ou escola enquanto, em simultâneo, se faz o exercício de antever um futuro profissional que cada vez é menos certo. Acreditamos, contudo, que do ponto de vista humano muitas questões se mantêm.

Não podemos nem pretendemos, nesta peça, ser exaustivos. Tampouco estas são as palavras de um especialista no assunto, são sim as de alguém que, apoiado num senso comum alimentado por um percurso e formação específicos, tendo feito a experiência de passar pela situação que se propõe a analisar, acredita que poderá ajudar a reflectir e deixar algumas ideias para os jovens que ingressam no ensino superior.

Encontramos vários factores a ter em conta quando reflectimos no momento de ingresso no ensino superior. Em primeiro lugar, há a ideia de ritual de passagem que, não sendo um acaso, coincide com o final da adolescência e início da vida adulta, pelo menos do ponto de vista legal já que hoje a adultez tende a chegar cada vez mais tarde.

Para muitos este momento significa uma mudança de um meio pequeno, mais protegido, para um grande centro urbano. Para outros a mudança é quase a inversa, quando rumam a uma universidade ou instituto que se localiza fora de uma das “grandes” cidades. Em qualquer dos casos, quando este percurso implica a distância geográfica, não são apenas os quilómetros que separam os jovens da sua rede de suporte. O povo é sábio quando diz que quando “longe da vista, longe do coração” e a distância afectiva joga muitas vezes em desfavor dos caloiros.

Um outro factor tem a ver com questões financeiras. Muitos têm o fardo de ter de conjugar uma actividade profissional com os estudos, além de tudo o que envolve esta mudança. Os estudantes não-trabalhadores não se livram necessariamente desse dilema pois a consciência de ter a família a suportar a frequência do curso pode tornar-se pesada.

Por outro lado, correndo o risco da generalização, o ensino superior é caracterizado por ser menos “paternalista” do que o secundário. Quando conjugado com os sentimentos de medo, desamparo e/ou insegurança, frequentes nas situações de mudança, o empurrão para a autonomia e responsabilidade que se corporiza numa atitude diferente por parte dos professores e instituições, pode transformar-se em algo demasiado intenso para ser bem integrado pelo aluno.

Ao encarar os anos de duração do curso como uma espécie de ponte entre o referido ensino mais protector e o dia em que se tem de trabalhar para “ganhar a vida”, a liberdade e autonomia, muitas vezes fortemente desejadas, podem trazer consigo o risco de desequilíbrio entre a vida académica e a “movida” académica.

Restam poucas dúvidas que o tempo passado na universidade é tempo de experimentação. Aproveitando o cliché, a entrada na nesta nova etapa pode e deve, arriscamos dizer, configurar-se numa oportunidade. Num momento para experimentar a autonomia e liberdade de forma construtiva, através de um percurso académico de sucesso que implica um conjunto de vivências ricas do ponto de vista social, cultural e recreativo. As escolas superiores não devem ser apenas fábricas de homens de (neg)ócio.

Para tal é de relevar a importância de colocar e criar espaço para que os próprios jovens se coloquem perguntas. Não aquelas que apenas pretendem obter informação. Questões que impliquem a procura de respostas que não são óbvias, que não são facilmente encontradas nem definitivas. Respostas que vão sendo encontradas e que servem de guia para o percurso e na preparação dos próximo passos.

Essas perguntas não são as perguntas que partem da conhecida - “o que queres ser quando fores grande”? Experimente-se partir antes de uma outra - quem queres ser quando fores grande?

A universidade não deve ser apenas um local no tempo e no espaço onde se aprende a “fazer” alguma coisa. Deverá ser um período onde se a prender a “SER” alguém. Idealmente uma pessoa que vá ao encontro do desejado pelo próprio e que, ao mesmo tempo, seja uma mais-valia para os outros. Para isso, é importante construir e manter novas redes de suporte, é importante cuidar e fomentar o contacto com aqueles que nos ajudaram a chegar até aqui, é importante adaptar-se mas também desafiar os novos estilos de ensino que se encontram, tal como os seus agentes, e é tão importante aproveitar o tempo passado na biblioteca como o passado na esplanada.

Artigo publicado no caderno da Revista Visão a 21 de Junho de 2012

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Uma mudança de época

João Sevilhano

“Mais do que uma época de mudanças, o momento em que vivemos deve configurar-se como uma mudança de época”.

Não podíamos estar mais de acordo com a expressão, cujo autor e respectiva referência, infeliz e injustamente, se apagaram da memória. Arriscamos mesmo dizer que a mudança necessária não é apenas política, económica, nem social. É, sobretudo, cultural ou mesmo civilizacional.

Concebemos as organizações como “redes de conversações orientadas para resultados”. Neste contexto o coaching entra como um processo de apoio à afinação e refinação dos discursos, das narrativas individuais e colectivas. Configura-se num veículo - aliás a origem do termo vem do “coche” - que pode permitir a promoção de aprendizagens que tornem as conversações mais eficazes, claras e precisas.

Não basta apenas mudar as palavras. Esse seria um exercício infrutífero. Ao mudar as narrativas alteram-se as concepções, os paradigmas com que observamos o mundo, as interpretações e juízos que fazemos. A linguagem é um agente intermediário privilegiado neste processo de mudança. Não é porventura o único nem será o mais importante.

Para nós, aprendizagem não é apenas a aquisição de uma nova capacidade de execução. A verdadeira aprendizagem implica a identificação do indivíduo com o que é aprendido. Para que a aprendizagem aconteça, para que seja efectiva e sustentada, o tempo é um factor preponderante.

É essencial para que a referida identificação ocorra, para que o que foi aprendido se transforme em mais do que apenas novas maneiras de fazer, se torne em novas maneiras de falar, de se relacionar com os outros e de ser. Sem tempo essa nova capacidade de execução não se pode tingir com um fundo afectivo que permita retirar prazer das novas competências, tornando-as assim parte do indivíduo.

O que precisamos então de aprender? Individual e colectivamente? Que paradigmas devemos, queremos ou temos de mudar?

Embora a solução imediata nos escape, talvez porque não seja imediata, estamos convictos que a mudança passará por uma maior atenção e (pre)ocupação com as pessoas, com a dimensão humana. Os paradigmas positivista e economicista que influenciam a gestão e a ciência modernas afastam-nos, têm-nos afastado, deste propósito.

Persigamos novos caminhos de aprendizagem. Quem sabe, nem teremos de os inventar, bastará recuperá-los.

Publicado no Jornal OJE Suplemento Human de Junho de 2012

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